Deveríamos por Todo o Lado | Mastering Alchemy

Deveríamos por Todo o Lado O pensamento é a nossa maior dádiva e capacidade. Também pode ser a nossa maior responsabilidade. O nosso pensamento cria a nossa experiencia do mundo. Wilber e Orville sabiam disso. Os pensamentos de Tesla transformaram-se em corrente alternativa. Bell transformou os seus pensamentos no sólido e bem sucedido telefone. Já viu alguém começar o dia mal disposto e depois tornar-se progressivamente pior? Você também já teve pensamentos sobre o que pretende alcançar hoje no trabalho e o que quer experienciar. Tesla, Wilber e Bel sabiam manter o pensamento focado nos seus sonhos com a força suficiente e durante o tempo necessário para que estes tomassem forma. Essa é a diferença entre os bem sucedidos e aqueles que tentam duramente e nunca conseguem lá chegar. É o grau com que intencionalmente pensam e depois se focam naquilo que pensam.

Qual é o primeiro passo para nos tornarmos pensadores intencionais? Em primeiro lugar a mente tem de estar livre de ruído e conversas indesejáveis, essencialmente a opinião das outras pessoas, sugestões e programações. Provavelmente consegue-o se simplesmente observar o ruído e a conversa que está a acontecer neste momento na sua mente e de que forma o está a afectar. Não precisa de fazer mais nada se não fazer esta observação. E rir-se de si próprio, claro.

As palavras são uma forma fácil de começar a observar o ruído. As palavras são indicadores directos dos seus padrões de pensamento. Esteja esse padrão a ajudá-lo ou a servir de obstáculo, reparar nas palavras que indicam um padrão é o primeiro passo para alterar ou até reformular esse padrão de pensamento. Pode começar por reparar nas palavras que as outras pessoas usam. Penso que rapidamente irá descobrir que as pessoas mais infelizes que conhece estão sempre a falar sobre como a vida é tão má, como têm sido tão mal tratados. As pessoas mais contentes e prósperas que conhece falarão sobre o quão a vida é fantástica e miraculosa. É engraçado como isso funciona. Se tem o desejo e a intenção de mudar estes padrões de pensamento em si, ao observar os outros irá rapidamente descobrir algumas palavras que usa que não o fazem sentir bem ou não sustentam a prosperidade e a felicidade que realmente deseja.

Uma das palavras que é mais reveladora é a palavra “Deveria”. Esta palavra (e os seus derivados e substitutos) indicam onde a programação existe. Deveria é usado para convencer alguém a “Fazê-lo à minha maneira. Eu conheço a melhor forma.” Comece a reparar na frequência com que os adultos usam esta palavra com as crianças. Pode também começar a reparar de que forma usa deveria com os outros e consigo próprio. Todos nós o fazemos. Não usamos deveria com a intenção de magoar os outros, apenas para os fazer comportarem-se como nós. Este desejo subjacente porém, pode ser extremamente prejudicial, principalmente com crianças. Alguns de nós “deveríamos” frequentemente. Deveríamos uns com os outros, deveríamos com as crianças, deveríamos connosco. Que confusão. Deveríamos por todo o lado!

Um dos nossos alunos conta a seguinte história:

A Lori foi casada muitos anos com um ex-oficial da Marinha do Vietname. Depois do casamento se ter desfeito e de continuar com a sua vida, encontrava-se uma noite a preparar a mala para uma viagem de negócios. Punha e tirava as roupas de dentro da mala varias vezes sem nunca conseguir arrumá-las da forma correcta. Dobrava as roupas, depois desdobrava-as, enrolava-as, desenrolava-as e dobrava-as outra vez. Já se estava a fazer tarde e estava a ficar cansada e frustrada. O que é que se estava a passar? Porque é que estava a ser tão difícil cumprir esta função tão simples? Lori finalmente rendeu-se, sentou-se na borda da cama e começou a usar as suas ferramentas intuitivas para encontrar o centro da sua cabeça. Quase de imediato ouviu o seu ex-marido dizer-lhe: “Deves enrolar sempre as tuas roupas desta maneira sempre que fizeres as malas!” Que surpresa, o seu ex ainda estava a “deverias” nela depois destes anos todos e a afectar a sua capacidade de fazer uma mala! Lori riu-se dela própria, fez um trabalho rápido de energia para libertar aquele pedaço de programação, fez a mala rapidamente e foi dormir.

Lori tem conseguido fazer a mala desde então.

Por Jim Self e Roxane Burnett